(Clarice Lispector)
Sim, livros são amantes, amigos, conforto na solidão da cama vazia.
Amo meus livros. Não a ponto de não emprestá-los para ninguém (apenas para pessoas especiais e que tenham tanto amor por eles como eu).
Não gosto de tomá-los emprestados. Quero que sejam meus! Tê-los para sempre, vê-los enfileirados na estante, empilhados no criado-mudo, encontrá-los nas gavetas.
Não idolatro meus livros: sublinho com caneta, assino na primeira página meu nome e a data em que comecei a ler e, às vezes, na última página, a data e o local em que terminei a leitura.
Não tenho dó das orelhas, uso-as como marcador, dobro-os, maltrato-os um pouquinho como a criança que puxa o rabo de seu gato de estimação.
Mas tenho por eles uma paixão e uma gratidão imensas. Beijo-os!
Ler me leva a outros mundos, me ensina, me consola, me impulsiona.
E, por alguma razão, só de olhar para esses companheiros, sinto uma espécie de alegria.
Paro em frente à estante e suspiro de contentamento. E penso que um dia os deixarei para alguém.
Caso eu não acumule carros, casas, dinheiro, ações... os livros serão minha herança.

Clarice Lispector, Felicidade Clandestina. Me lembrou muito o texto. Adorei, adorei cada palavra.
ResponderExcluirJá eu apesar de tbém amar os livros tenho uma relação diferente com eles.Eu os "perco" em locais públicos para que mais pessoas possam lê-los.
ResponderExcluirOi Juliana,
ResponderExcluirTambém amo meus livros. São meus amigos, amantes e companheiros de vida. Com eles eu nunca me sinto só. E se for para deixar algo para alguém, existe melhor herança que os livros? =)
Bjs
eu tambem penso na herança que tenho... e na herança que deixarei pra alguem um dia... os livros sao as nossas mais profundas riquezas.
ResponderExcluirum beijo, linda! ;*
Ju, acredito e posso até ver o jeito como tratas teus livros depois de ter estado com vocês hoje a tarde. Foi incrível o encontro com vocês e poder compartilhar algumas ideias. Hoje é minha estreia em blogs. Nunca tinha acessado e fico feliz de ter tido a oportunidade de te ouvir e poder compartilhar contigo e com Maitê a minha alegria. Quero deixar o meu abraço e agradecer por mais este canal para o meu trabalho.
ResponderExcluirAdorei o texto e por incrível que possa parecer é assim que também sinto meus livros. Sem eles não vivo. Dificilmente me encontrarão sem um na mão. A viagem que o livro proporciona é incrível. Nunca tinha pensado em colocar dados da leitura nele mas você me deu uma ótima ideia. Gostei das dicas aqui e no Luluzinha. Um abraço
ResponderExcluirEdla, que bom te ver por aqui!!! Adorei te conhecer, seu entusiasmo é contagiante e emocionante! Espero que logo possa comentar no seu blog que, tenho certeza, logo, logo vai nascer!
ResponderExcluirChicuta, realmente seu "modus operandi" com seus livros é bem menos egoísta e pode beneficiar um monte de gente. Mas não esqueça de assiná-los, para que, por acaso, se encontrarmos algum por aí, a gente saiba que é herança do Chicuta! :)
ResponderExcluirOlha,já perdi pelo menos uns 50 livros,todos com meu nome,e email.Nunca recebi um email de volta.Mas não tem problema,vou continuar perdendo.
ResponderExcluirAdorei, tenho o mesmo sentimento pelos meus livros!
ResponderExcluirCada amor é de um jeito. Eu doo meus livros. Acho sinceramente que se pudessem escolher prefiriam continuar sendo lidos por pessoas diferentes do que ficar nas estantes.
ResponderExcluir(E também porque me livra espaço nos armários, mas ignora essa parte). :)
Eu também gosto muito de livros. Mas no fundo eles são apenas “papéis pintados com tinta”, um suporte material para os textos. Por isso, acho que a sua verdadeira herança será o conjunto de textos bonitos ou relevantes que vc já escreveu e ainda vai escrever...
ResponderExcluirTodos que gostam e apreciam a boa leitura, tem um sentimento peculiar por seus livros. Os livros são nossos companheiros que sempre está ao nosso lado, eles nos fazem ver o mundo de forma diferente, faz a gente imaginar e caminhar por mundos nunca antes iamginados. Não existe melhor herança. Depois deixa-los empresta-los, para que mais e mais pessoas posam descobrir o infinito mundo da leitura.
ResponderExcluiramoooooooo!!!!!
ResponderExcluir"Às vezes sentava-me na rede, balançado-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante." (Felicidade Clandestina, Clarice Lispector
Sou escritora viste meu blog e concorra a uma exemplar do meu livro! Beijão!!!
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