Vocês, que se julgam tão peculiares, essas palavrinhas são para vocês. Nenhum problema em acreditarem ser especiais. Especiais todos somos. Mas definem-se indefiníveis. Dizem, escrevem, vomitam boca afora que negam as convenções, que são diferentes. Por quê? Porque bebem, se drogam, se cortam, fazem sexo a dois, a três, a quatro, beijam pessoas do mesmo sexo, leem frases de Nietzsche, Lispector, Bukowski e se identificam com algumas? Por quê? Porque ouvem rock’n roll e (uau!) acham que são a própria personificação de Born to be Wild? Viram na internet fotos glamourosas de pessoas que se cortam e brincam de se cortar também. Declaram-se bipolares porque são de lua.
Desculpe-me dizer assim na cara de vocês, agressivamente, porém usando palavras condescendentes: vocês são tão coitadinhos. Vocês são todos tão iguaizinhos. Vocês foram feitos em série. Não são a negação de nada. Nada de inovador há em vocês. Nada de complexo ou dúbio. São produtinhos mal acabados do fim do século XX e o retrato escrachado da rebeldia de butique do século XXI. Não é que vocês não são nada. Vocês apenas são todos iguais.











